Gastroenterologistas, regozijai-vos! Acabou a Copa,
começam as eleições. E o caminho de um político para
ser eleito passa necessariamente pelos caminhos do
intestino – nem sempre tão delgados.
Buchada de bode, churrasquinho de gato,
rabada...político que quer ser eleito não dispensa um
prato, por mais assustador e estranho que lhe pareça.
O mais interessante, no entanto, é que após certo
tempo de campanha essa turma começa a adquirir aquilo
que é conhecido como “Imunidade anti-provadinha (I.A.P.)”, que
nada mais é do que a resistência criada pelo organismo para que o heróico candidato não sucumba ante os inevitáveis convites de possíveis eleitores do tipo: “Dá uma provadinha, foi minha mãe que fez”.
Uma provadinha aqui, outra ali, e muito candidato não consegue chegar sequer ao primeiro turno. Mas isso é só no início. Com o tempo e a inevitável experiência que ele traz, problemas como diarréia, azia e vômito passam a ser coisa do passado. Geralmente na terceira eleição (alguns mais resistentes já conseguem na segunda) o candidato adquire a I.A.P. E de tão resistente que ela é, o candidato pode se aventurar até numa comida mal cozida ou fora de validade, como é comum acontecer nas campanhas.
O grande problema é quando o candidato ganha uma eleição, pois ele passa a comer “do bom e do melhor” e pode fazer aquilo que seria impensável na campanha: recursar uma provadinha. Se ele conseguir ser eleito mais de uma vez, tudo bem. Caso contrário, ocorre aquilo que os especialistas chamam de Síndrome da Abstinência das Provadinhas. Após quatro anos de mandato comendo bem, a imunidade perde a força e se o político não for reeleito e tiver de iniciar uma nova campanha nas ruas, os efeitos serão devastadores.
O ideal é o candidato, quando eleito, não se esquecer dos eleitores e de vez em quando dar um pulinho nas ruas para provar uma deliciosa dobradinha, uma suculenta moela ou então aquela feijoada repleta de torresminhos. “Receita da vovó, doutor, pode provar sem medo!”
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
BIG BROTHER BRASIL
"Segundo psicólogos, a temática de programas como o Big Brother Brasil baseia-se nas emoções primitivas do ser humano, tais como alegria, raiva, tristeza, fofocas, etc...
Quanto mais infantilizado o país mais audiência o programa dá, por exemplo em países de terceiro mundo como o Brasil ou Argentina a audiência é alta, já em países desenvolvidos o market share desses programas não passa de 5 a 10% da audiência total.
Os participantes do Big Brother Brasil comportam-se de maneira análoga a adolescentes, são brigas por ciúme, panelinhas, assuntos fúteis, vaidades com produtos de beleza, ingenuidade e outros comportamentos típicos da fase de adolescência ou infantilidade, como o povo brasileiro infelizmente não tem oportunidades de estudo tem a característica de um povo 'infantilizado'.
As emissoras de TV que vivem do lucro perceberam este nicho de mercado e dão exatamente o que o povo é capaz de entender na televisão que se explica porque a qualidade da TV Brasileira é de tão baixo nível, pois a maioria das pessoas desligaria a TV com programas mais inteligentes ou educativos."
Esse texto foi retirado do comentário de um internauta em uma das matérias do portal Terra sobre o Big brother Brasil. Concordo parcialmente com o texto. Não concordo que a população brasileira não tenha oportunidades de estudo, pois tem. O que acontece é que o estudo disponibilizado no Brasil, está mais para criar números. Para que, com isso, o país possa parecer um país totalmente alfabetizado. Não se vê mais aquela preocupação com a qualidade de ensino. O que o governo defende hoje em dia é a quantidade de pessoas que estão na escola. Professores hoje em dia não tem muitas condições de trabalho, dão aula mais pelo salário que também não é grande coisa. Muitas escolas estão sucateadas, nossos jovens tem sim muitas oportunidades de estudo, mas não aproveitam e ninguém os incentiva a aproveitar. Eles têm a internet por exemplo que é uma fonte maravilhosa de aprendizado, porém nossas crianças e adolescentes, jovens em geral a usam somente para jogar, se comunicar no msn e trocar fotos pelo orkut, mais nada. Não adianta o governo "enfiar" milhões de pessoas na escola se ela não é atrativa, não é aproveitada por eles. Também de pouco adianta ter professores desmotivados e inseguros, pois eles sofrem muito com a falta de segurança. Enfim. Somos um país altamente alfabetizado. A questão é: Que tipo de alfabetização nós temos?
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mudanças
"Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades;
muda-se o ser,
muda-se a confiança;
toso o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança
e do bem (se algum houve...) as saudades."
Camões
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O IDIOTA E A MOEDA
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, uma pessoa que sempre presenciava a brincadeira chamou-o e lhe perguntou
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, uma pessoa que sempre presenciava a brincadeira chamou-o e lhe perguntou
se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o tolo. ‘Ela vale cinco vezes menos,
- Eu sei, respondeu o tolo. ‘Ela vale cinco vezes menos,
mas no dia que eu escolher a outra,
a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda’.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
- A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
- A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
- A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem,
mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é
O maior prazer de um homem inteligente é
bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam… é problema deles.
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